Julho 2017 - Blog da Moderna
DIFERENÇAS CULTURAIS E BARREIRAS NA LINGUAGEM
Até eu vir morar aqui, sempre achei que por ter sido criada numa família japonesa e com a avó mais-japonesa-que-tudo-no-mundo, eu não sentiria muita diferença se morasse no Japão. Cresci ouvindo na escola que eu era “japa”, que meus costumes eram mais japoneses do que brasileiros e que deveria ir pro Japão. Honestamente, até acreditei nisso.
Talvez por isso, quando eu cheguei aqui, o choque de realidade veio com tudo numa voadora na cara. Eu, iludida de tudo na vida, cheguei no Japão achando que ia ser tranquilo. Mas na vida real, cheguei aqui e levei um combo “barreira de linguagem-cultura-e-falta-de-dinheiro”.

Eu sabia que eu não sabia japonês, mas por outro lado, acreditava que aquele japonês da avó falando comigo a vida toda me ajudaria a sobreviver aqui. Na primeira vez que vim ao Japão, numa escala de 0 a 10, eu entendia tipo nível 1… Como o sonho de aprender a falar japonês, aliado à vontade de viver aqui era algo muito intenso na minha vida, vim com a premissa “A melhor forma de aprender uma língua é vivendo no País onde essa língua é falada”, mas eu não achava que o perrengue ia ser tão grande. 

Logo após chegar no Japão, o meu então namorado me levou pra casa dele pra me apresentar à família dele. Ele fala inglês, mas a família não fala. Na mesma semana viajei com a família toda para a casa de praia deles, em Izu, província próxima de Tokyo. Eu, ele, os pais e a avó. Eu estava simplesmente travada. Com medo de falar alguma besteira, não sabia nem me apresentar em japonês, não conseguia manter uma conversa nem montar uma frase inteira que fizesse sentido. Também tinha a tensão toda de causar uma boa impressão pra família do bophe e a preocupação em ser aceita numa família japonesa, sendo estrangeira. 

Para minha surpresa, fui muito bem recebida e a avó dele tentava interagir comigo de qualquer maneira. Ela falava muito devagar as palavras para me fazer entender e apontava os objetos, fazia mímica, mandava o bophe traduzir nossa conversa… 
A primeira viagem para Izu

Eu sempre ouvi que os japoneses são extremamentes fechados e introvertidos. Hoje acho isso um mito. Não que não haja pessoas assim aqui, mas como em qualquer lugar do mundo, há personalidades de todos os tipos. No meu caso, eu tive sorte por ter encontrado uma família que me aceitou e me adotou. Mas não por isso, não foi difícil a adaptação.

Aprender a tomar banho de onsen, a fazer comida de ano novo, a me apresentar, a entender o que o bophe pensava e aprender a aceitar (ou não) certos comportamentos, perder o costume de gesticular com as mãos quando falo, a não olhar tão direto nos olhos da pessoa com quem estou conversando, tudo isso foi bem hard pra mim e até conseguir conviver bem com isso, rolaram muitas lágrimas, noites mal dormidas (e não dormidas também), muita gastrite e discussões.

Até hoje eu acho difícil muitos pontos da cultura daqui. Já se passaram quase 2 anos e meio morando aqui e ainda não entendo muito bem os impostos aqui, como funciona meu plano de saúde e mais vários outros detalhes burocráticos da vida aqui. Não que eu entendesse muito bem no Brasil também, mas né…

O que levo de lição dessa vida que escolhi há 2 anos é que tudo o que ouvi sobre os japoneses serem frios, não abraçarem, não demonstrarem carinho, é mentira. A forma que eles demonstram é diferente da forma que os brasileiros demonstram. No Brasil é muito comum se abraçar e se tocar, aqui não é. Muitas vezes as pessoas se assustam se você encostar nelas. Eu mesma, acabei me acostumando a isso e quando alguém vem encostando em mim eu me sinto desconfortável, a não ser que seja muito amigo ou que seja mulher. Cumprimentar encostando nem pensar. 
Mas isso não quer dizer que as pessoas não se abraçam. Hoje mesmo, fui conhecer a unidade nova do restaurante em que eu trabalho e uma amiga minha trabalha lá. Ao me ver, ela veio com os braços abertos e me abraçou. Um amigo que trabalha comigo no bar também, não raramente chega do meu lado e me abraça. Eu acho bonitinho e de certa forma, muito pura a forma que eles interagem com seus queridos. 

O que eu sinto aqui é que os detalhes significam muito. Por exemplo, quando fiz essa viagem pela primeira vez com a família do namorado, a avó dele, mesmo sem conseguir conversar comigo direito, foi colhendo florzinhas pelo caminho em que passávamos em um dos nossos passeios e fez um arranjo de cabelo e colocou em mim. Se isso não é uma forma singela e genuína de demonstração de carinho e delicadeza, eu não sei mais o que poderia ser.
Em Izu, na minha primeira viagem com a família do namorado, com o arranjo de flores que a avó dele fez 
Foto por Sho Fujii - visitando uma montanha de azaleas com a família dele
Existe uma expressão que eu acho que define bem a forma de viver aqui: “空気を読める”, que significa, literalmente, “ler o ar”. Significa o que seria para os brasileiros, “pegar no ar” ou “para bom entendedor, meia palavra basta”, mas no caso aqui, sem a palavra. Um olhar, uma levantada de sobrancelha, uma leve arqueada nos lábios, ou uma leve inclinada de cabeça deve ser suficiente para o entender o que o outro quer dizer. Isso pra mim é o mais difícil até hoje, mas pouco a pouco estou aprendendo!
Ainda não consigo me expressar da forma que gostaria e muitas vezes ocorrem mal entendidos por eu não ser fluente na língua e não ter a mesma cultura que eles, mas depois de 1 ano morando aqui, comecei a fazer amigos japoneses e a interagir mais com eles. Acho que tem sido a melhor forma de aprender a língua e o comportamento das pessoas daqui!


De qualquer maneira, com seus prós e contras, ainda acho Japão um lugar ótimo de se viver, com muita civilidade e educação, limpeza e amor. Porque EXISTE AMOR EM TOKYO SIM! <3 <3 
Nosso primeiro hanabi (fogos de artifício) juntos em 2015
O melhor sentimento do mundo
Oie Gente,

Tudo bem?

 Hoje eu vou contar um pouquinho sobre o MELHOR sentimento do mundo! Isso aconteceu no dia 01.07.17, lembro o dia porque tudo o que é importante nos datamos para nunca mais esquecer e também, porque ainda é recente!! Rsrsrs
Brincadeiras á parte, nesse dia eu acordei as 04:00 da manhã pra fazer o café da manhã pra minha irmã e para o meu cunhado, porque íamos sair de casa as 05:00 da manhã pra ir até Boituva que da mais ou menos 1h30min de viagem no horário que saímos de São Paulo, não tinha transito nenhum. Chegamos lá em Boituva ás 6:50 da manhã e o dia estava LINDO e  MARAVILHOSO para ter um ótimo de vôo, pegamos a primeira viagem que foi sensacional, porque o céu estava lindo e o tapete de nuvem estava ao nosso favor, para termos uma bela vista a apreciar.

O que eu estava pensando, meu deus, que delicia, não estou acreditando que eu estou saltando, que eu vim até aqui! Porque eu sempre quis saltar,e por ser caro, eu não ia, e claro que eu tinha combinado com meu ex de esperar os amigos dele pra ir junto com a gente para saltar todo mundo junto, claro que um deles não esperou ninguém e foi sozinho e mesmo assim não fomos. Então, depois de esperar por 7 anos pra saltar, SIM, esse foi o tempo que eu esperei pra SALTAR e não FUI...porque estava esperando ele, até que então eu fiquei solteira...rsrs
E a amiga da minha irmã a Nati, veio para São Paulo nós visitar e matar AQUELA saudades, papo vem papo vai e ela comenta, amanhã estou indo pra Boituva saltar de paraquedas, Vamos?? Rsrs
Eu olhei pra minha irmã e ela olhou pra mim e disse: Vamos? Eu só dei um sorrisinho e disse : Demoroooooo, super topoooooooo!!

Infezlimente não deu certo para irmos juntas, já que tinhamos comprado o salto na promoção do GROUPON que estava R$287,00 c/ direito á 10 fotos inclusas que você não tem o direito de selecionar as fotos que você mais gostou, porque quem seleciona é o computador. Então, galera que for comprar agora, comprem SEM AS FOTOS, e comprem o pacote de lá que eles oferecem na hora, acho que vale super a pena. Eu paguei R$340,00  no credito em 1X porque se fosse parcelado eles aumentavam o valor, mas eu ganhei 800 fotos que foram no da cãmera do meu instrutor mais a do cãmera men e 1 video SENSACIONAL, tirando que as melhores fotos que você recebe são do câmera men, sério gente, vale super a pena pagar  uma vez na vida para guardar de recordação, todos os  momentos são registrados.

O que eu pensei na hora que estava entrando no helicoptero, MEU DEUS não estou acreditando que eu estou aqui, o que eu estou fazendo aqui, será que vou morrer? Eu paguei por isso? Era uma mistura de sentimentos que não tem explicação.

E o que falar daquela vista? INEXPLICÁVEL, pra mim foi a melhor sensacional do mundo, todo aquele stress que eu sentia durante um semestre inteiro passou quando eu cheguei lá no alto, ainda mais que eu estava SUPER stressada com a faculdade, porque perdi um més de aula por causa do meu intercambio que eu vou contar pra vocês também, porque eu amei morar nos States.

Quando eu parei na porta do helicoptero, eu não conseguia parar de sorrir e a única coisa que vinha na minha cabeça era, MEU DEUS, QUERO SALTAR!!!

E quando eu saltei, nem sei o que dizer para vocês, é indescritivél, foi tão bom mais tão bom que eu não pensei em nada, não senti medo nenhum medo nenhum, acho que foi o unico momento da vida que REALMENTE consegui deixar a menti vazia e só aproveitar o passeio, AQUELA VISTA, AQUELA SENSAÇÃO de liberdade e liberar todos aqueles hôrminios do bem estar (endorfina,noradrenalina e adrenalina), resumindo, foi simplismente incrível.

Tchauzinhooo genteeeeeee, até á nossa próxima aventura!!!!










Estou fazendo um curso de Harvard
A primeira vez que fiz intercâmbio tiramos uns dias de folga e fomos visitar Boston e lá fomos visitar Harvard... AMEI! hahaha


Fiquei com uma mega vontade de estudar lá, pesquisei alguns cursos de inglês mas ficou por isso mesmo, porque era muito caro... e eu era meio bobinha... na época do colegial nunca pensei em estudar fora... então não pesquisei nada... fui pra Boston porque estávamos perto para conhecer e tals.. e vi Harvard, entramos na biblioteca, nas salas de aula, jogamos xadrez e tudo!


Mas né, sejamos sinceros, também não estava mal aqui, fiz USP em Ribeirão Preto, dividia apartamento com uma amiga, muitos amigos e um emprego que pagava minhas diversões :)

Já fiz vários cursos à distância e gosto muito da flexibilidade que cursos à distância dão pra gente, especialmente aqui em SP que temos que pensar muito na logística para fazer algo, porque pra qualquer lugar que você vai, já perde 1h no trânsito... quem se identifica?

Depois que virei mãe então... ixi.. meus horários ficam mais presos ainda, ela vai na escolinha na parte da manhã e às 12h tenho que ir buscar... se for para um lugar longe, perco o horário... aí cursos à distância foram a solução para mim!

Se você sabe inglês você vai gostar muito deste site: EDX Courses



Este site oferece cursos das mais renomadas universidades e de graça. Você escolhe uma área de conhecimento e pode fazer o curso. Existem também cursos pagos e a opção de receber um certificado do curso gratuito que você fizer pagando uma pequena taxa :)

Para fazer os cursos você só precisa se cadastrar no site e ter a disciplina para terminar os cursos que escolher dentro do prazo que eles te dão.

Não se engane achando que será fácil fazer... os cursos tem lição de casa para entregar, provas online e projeto final. Achei o máximo!

Estou fazendo o curso de Introduction to Computer Science (CS50) de Harvard e o Introduction to HTML and Java Script da Microsoft e estou gostando muito!

Tem cursos de todas as áreas e acho que vale a pena dar uma olhada se você quer melhorar seu currículo de maneira mais econômica e sem perder qualidade!

#ficaadica

Qualquer dúvida, gritem! Estamos no mesmo barco!
O mundo está em constante mudança
Olá!

Quando estava na faculdade cursando as aulas de Finanças do Profº Alberto Matias, uma frase que ele sempre falava me marcou: "Você já vai se formar obsoleto!" E isso é muito verdade! Na época ela falava isso porque a contabilidade que a gente estava aprendendo estava prestes a mudar e não daria tempo de aprendermos a nova na faculdade pois estávamos na reta final...

Agora lendo o livro Incansáveis pela segunda vez, Maurício Benvenutti cita o tempo que demoraram para algumas tecnologias serem aceitas, de acordo com o Economist:

"Depois de ser inventada, a eletricidade demorou 45 anos para ser adotada em pelo menos 25% da população norte-americana. Foram necessários porém 35 anos para adotar o telefone, 31 para o rádio, 26 anos para a televisão, 16 anos para o computador, 13 para o celular e apenas 7 para a internet"

A lâmpada surgiu com Thomas Edison em 1880 e ainda hoje, em 2017, existem pessoas que não tem acesso a ela. De acordo com o relatório do Banco Mundial, cerca de 1,2 bilhões de pessoas ainda vivem sem eletricidade... e eu estou aqui falando das pessoas que ainda não tem acesso a alguns serviços básicos e do outro lado as mudanças que estão por vir... algumas eu nem imaginava...
  1. Adiamento da morte - a Calico quer estender a expectativa de vida da pessoas em 50% e fazer homens e mulheres ultrapassarem os 120 anos... minha bisavó viveu até os 97 anos (iria adorar ela aqui ainda hoje)
  2. Carros elétricos - a Tesla que só produz carros à bateria... a BMW que anunciou que a partir de 2025 só produzirá carros elétricos e a Toyota que planeja parar de vender carros à gasolina até 2050
  3. Carros sem motorista (carro será uma commodity)
  4. Drones para transportar humanos - Consumer Electronics Show (CES), uma das maiores feiras de tecnologias do mundo
  5. Impressoras 3D como um item caseiro tão essencial quanto a televisão
  6. Mapeamento genético - Ler sobre a empresa 23andMe
  7. Democratização da energia - você sabia que em apenas uma hora o sol libera sobre a Terra uma quantidade de energia superior ao consumo global do ano todo? - Ler sobre a empresa Semtive
  8. Internet Global (meu sonho!) - ler sobre o projeto Loon
  9. Inteligência artificial e robótica - Ler sobre a Suitable Technologies e o Beam
  10. O dinheiro do futuro - Bitcoin
  11. Serviços de intermediação serão reescritos
  12. Profissões não-tecnológicas estão sendo substituídas pela tecnologia
Coloquei em forma de tópicos e sem explicar direitinho porque nem li direito sobre isso, quero ler mais...
Mas me sinto estupidamente egoísta em ler sobre essas transformações sabendo que há mais de um bilhão de pessoas que não tem acesso a energia elétrica ou quando ainda tem mais de um bilhão de pessoas que vive com menos de um dólar por dia...

Você já imaginou viver nesta situação?
4 amigos se submeteram a esta experiência e fizeram um documentário que impactou o mundo e resultou na ajuda de uma comunidade... estou falando do Living on one dollar (Vivendo com um dólar, em tradução literal). Veja o trailler:


\Dia 06 - Ser ou não ser? O que devo fazer?
Ainda não descobri meu papel... quero conhecer o mundo, ver todas as 7 maravilhas do mundo, mas me sinto muito egoísta quando vejo esses números... tantas pessoas passando necessidade... Todos os meses fazemos doações para o Médico sem fronteiras e Greepeace, é como aquele dinheiro de cofrinho, a gente recebe e já separa para essas doações, mas até que ponto isto é o suficiente? 
A resposta, NÃO É! Mas já é alguma coisa, né?! Talvez ainda não encontrei minha missão e por isso vou continuar procurando... de mente aberta para as grandes mudanças e alerta para onde precisamos melhorar...

Veja o vídeo completo do documentário e saiba que esses 4 meninos alcançaram um grande número de pessoas e conseguiram ajudar essa comunidade com microfinanciamentos que mudou a vida de algumas pessoas.


Aqui está o link para a campanha para ajudar essas famílias. A quantia pretendida quase foi arrecada. Se você puder ajudar, será bem vindo!

O que você está fazendo para mudar o mundo?
Lembre-se que a mudança começa em você!
Candy Crush
Olá!

Com certeza você já ouviu falar neste joguinho, o Candy Crush... eu já tinha jogado ele há uns 2 anos e este ano minha irmã baixou no meu celular novamente para ensinar a minha filha a jogar... mas, o problema não foi ela aprender a jogar... o problema foi eu voltar a jogar e a ter uma supervontade de jogar de novo... fala sério né?!


Aí por volta das 12h quando fui almoçar, liguei o celular e vi o ícone me chamando para jogar... e comecei e não queria mais parar.. claro que me forcei a desligar porque não posso jogar o dia inteiro, mas fiquei pensando "por que eu fiquei tão viciada neste jogo?" Só eu sou assim?

Claro que fui perguntar para o Dr Google se eu era o problema ou o jogo tem mesmo propriedades viciantes que faz a gente ficar "ligadão" e não é que tem explicação científica.

O fenômeno psicológico é conhecido como efeito Zeigarnik (do psicólogo russo Bluma Zeigarnik) e pode ser explicado como uma tarefa incompleta que fica grudada na memória.

Segundo o estudo, cada fase do Candy crush é uma tarefa que precisa ser completada e o jogador sente essa urgência de resolver o problema e isso faz com que o jogador volte várias vezes ao jogo... Além disso, o jogo dá 5 vidas ao jogador que quando acabam é preciso esperar 30 minutos para voltar a ganhar uma nova vida, e essa lógica reforça a ideia de que o usuário deve voltar todos os dias...
(você pode ler a matéria completa aqui).

Que coisa, não?! O Candy Crush tem hoje 50 milhões de usuários e o jogo gera por dia 600 mil dólares por meio das aquisições de usuários para acabar com a ansiedade de terminar a tarefa... interessante né?!

Um jogo bobinho que prende tanta gente...

Já vou até apagar o jogo de novo do meu celular para eu parar de perder tempo jogando isso e passar mais tempo lendo livros e estudando...

Dia 05 - Dia de apagar o candy crush do celular novamente para voltar a ter vida e terminar os cursos online que estou fazendo...
Aliás conto mais sobre esses cursos amanhã, porque tenho uma aula a concluir ainda hoje!

Beejos
O miojo mais gostoso
Olá!

Vim contar de um miojo que está me deixando cada vez mais pobre... chamo de miojo porque fica pronto mega rápido como nosso miojo, mas parece mais um lamen... tempero bem gostoso! E a gente só encontra ele nas lojas da liberdade em São Paulo. Se alguém souber de outro lugar e que seja mais barato, avisem-me ok?!



Dia 04 - Compartilhar as descobertas da Liberdade

O bairro da liberdade é bem legal! Quem já foi pro Japão diz que é um pedaço do Japão aqui em São Paulo... lá você encontra restaurantes e lojas característicos e também muita coisa importada da Ásia, China especialmente... hehe

Aqui no blog já escrevi sobre alguns restaurantes que gosto de lá. Clica pra ver:

Liberdade - Parte I
Liberdade - Parte II
Liberdade - Parte III

A Nini que também escreve no blog está programando um guia completo com todos os restaurantes da Liberdade, já que ela está morando lá :) Não vejo a hora, porque devo participar de algumas visitas também!

O Nas fez um vídeo muito legal aqui na Liberdade:


Voltando ao assunto do miojo, minha filhinha Luiza adora!
Sempre tenho em casa para alguma refeição fora de hora ou quando viajamos. Dá uma olhada neste vídeo em que estávamos em São Luís no casamento de nossos amigos e a Luiza voltou pro hotel com fome à 1 da manhã e lá fui eu preparar pra ela...



Uma gracinha né?!

Quem já experimentou?
Meggie se vc ler este post, experimenta este lamen. Minha mãe disse que aí no Japão ele custa 150 ienes, baratinho... enquanto aqui no Brasil nós pagamos R$10,90/cada

Beejos
Preparativos para fazer somente Home Office
Olá!

A oportunidade para fazer home office exclusivo está mais perto que eu imaginava e estou aqui pensando como vai ser...

Estou trabalhando como louca para cadastrar tudo no nosso site (que já está com uma carinha apresentável) e no Mercado Livre, pois como dizem alguns gurus que li pela web, faz bem a gente estar presente em um Market place...  Estamos tendo resultados já! iuuuupi!!

Olha só como está funcionando, minha mãe tira as fotos, algumas não ficam muito boas, mas ela está melhorando! :) eu pego as fotos, altero os tamanhos e faço o cadastro no site "milagrosamente" com uma internet banda larga de 2M (fala sério né?!) -- Estamos numa das ruas mais movimentadas da Vila Antonieta e ainda não temos internet "ultrarrápida" fibra... e como estamos quase de saída, não vale a pena instalar uma mais rápida... ai ai ai... e o que isso ensina??? A ter paciência!!

Dia 03 - Paciência é vida e menos rugas!

Fiz uma lista das coisas que preciso melhorar:

  1. Brincar com a Luiza, compartilhar um tempo de qualidade, afinal, ela é a minha principal prioridade;
  2. Agenda - preciso estabelecer metas e prioridades (resolver ;s pedras grandes e as pequenas de acordo com o tempo);
  3. Cuidar do Blog da Moderna, Designs Especiais -- Adoro fazer parte de um momento tão feliz na vida das pessoas!
  4. Um lugar quieto e organizado para trabalhar;
  5. Escrever no blog, a maneira de dividir toda a experiência de vida com vocês;
  6. Quero aprender a programar, vou terminar meus dois cursos online;
  7. Aprender a editar vídeos.
Acho que são essas minhas principais metas... tenho mais um monte na cabeça, mas como tenho que priorizar... acredito que estas sejam as principais!

Para ilustrar este post pequenininho, vou postar uma foto de um trabalho muito especial que fiz para o casamento da Priscila!


O casamento dela foi com tema Geek e ela pediu um menu de casamento com tema de quadrinhos ilustrado com a Wonder Woman e o Super Man. Essas foram as informações e ela me deu total liberdade de criar o restante... eu AMEI ! Os trabalhos que eu mais gosto são os que eu posso criar livremente... 

O meu casamento foi mais clássico, você pode ver aqui.


E vocês, o que acharam?

Walt antes do Mickey
Olá!!

Eu gosto muito de assistir filmes baseados em histórias reais e filmes biográficos como o Steve Jobs que já citei aqui no blog e hoje vou falar sobre o Walt Disney.


Sempre fico passando os filmes na Netflix para ver o que entra de novidades e passei pelo filme chamado "Walt antes do Mickey" e fiquei curiosa...


Dia 02
O filme conta a história de Walt Disney antes de ficar famoso com o Mickey...

Não sei vocês, mas eu adoro ver a trajetórias das pessoas até o sucesso... O que Walt tem em comum com Steve Jobs? O amor pelo trabalho, a determinação para fazer dar certo, a visão de escolher os talentos. Ambos tiveram amigos que os ajudaram a construir o que sonhavam...

Quando fui para a Disney em 1998 (muito tempo, né?!) Não imaginava a trajetória de Walt Disney até criar o seu sucesso Mickey, que literalmente foi seu amigo numa época bem difícil!!

Seu primeiro escritório num celeiro com uma mesinha e um amigo... suas idas atrás de clientes, a visão de negócio que ele não tinha... o parceiro que roubou os direitos autorais do seu desenho... no filme mostra como ele perdeu tudo e mudou de cidade para um novo recomeço... criou uma nova empresa com seu irmão que ficaria responsável pelo negócio e ele pela criação...

Todas as qualidades que eles mostram não difere das qualidades que diversos sites apontam como as qualidades dos empreendedores de startup. Startup apesar de um termo novo, ele já existe há muito tempo... basta verificar as histórias de empreendedores como Walt Disney e Steve Jobs, fora os outros que eu ainda vou escrever aqui (espero que muitos!)

Fiquei pensando se às vezes não é isso que me falta quando tenho uma ideia... se não fico perdendo muito tempo com a parte burocrática e chata do negócio ao invés de sentar e criar e criar e criar... ou estou precisando perder para perceber onde é minha curva de pivotagem???

Posso fazer uma confissão? Estou achando legal escrever sobre um aprendizado por dia, pois assim tenho tempo de refletir sobre o que eu aprendi, no que estou errando e onde posso melhorar e quem sabe conseguir criar um legado como os dois criaram!!



Emprego no Japão
Olá! E se passou mais uma semana e minha folga chegou! E aqui estou eu de volta para contar mais um pouquinho da minha jornada em Tokyo!
Hoje quero contar sobre como consegui trabalho no Japão e como tem sido trabalhar aqui. Claro que essa é a minha experiência. E não necessariamente isso se aplica a todos aqui, afinal, só posso falar sobre o que eu tenho passado, né?

Existem os 社員 (shain - funcionário contratado) e アルバイト (arubaito - seria um part time job, pelo que eu saiba, é mais flexível em relação a horários e shifts, a pessoa consegue escolher seus próprios horários). Mas acho que a principal diferença (pelo menos onde eu trabalho) entre shain e arubaito é que shain tem bônus anual, aposentadoria, seguro saúde e salário fixo e, por contrato, a pessoa não pode trabalhar em outro lugar além de lá. No caso de Arubaito, o salário é relacionado a horas trabalhadas, a pessoa deve arcar com aposentadoria e seguro saúde por conta própria e é possível trabalhar em outros lugares, se assim desejado.

Eu no momento, trabalho principalmente numa empresa chamada Huge Company. Essa empresa tem vários restaurantes no Japão, com temas como comida mexicana, comida italiana, frutos do mar, etc. Cada restaurante tem seu tema e seu cardápio. No caso de onde eu trabalho, chama Rigoletto Bar and Grill e fica em Roppongi, um dos bairros agitados e cheios de lojas de luxo, restaurantes e night clubs em Tokyo. 
Achei esse emprego meio por acaso, assim que consegui meu visto, procurei na internet empregos para quem não fala japonês, pois na época eu não sabia nem me apresentar em japonês direito. O site é https://jobs.gaijinpot.com e nele sempre tem vagas tanto para shain quanto arubaito, pra pessoas que falam ou não japonês. Vi o anúncio lá e mandei email sem pretensão, dois dias depois me ligaram e agendaram uma entrevista. No dia da entrevista, já tive a resposta e comecei a trabalhar na semana seguinte. 
Em agosto completará 2 anos que estou lá. No começo foi bem difícil, o ritmo de trabalho japonês é diferente, e a hierarquia é algo muito forte, então até eu me acostumar com as posições e como se dirigir aos superiores, como responder, como reverenciar, aprender a não responder mesmo quando eu tenho certeza dos meus argumentos, a me desculpar mesmo quando eu tenho certeza de que não estou errada, foi tudo muito desafiador pra mim e chorei muito até eu conseguir entender como as coisas funcionam. Hoje trabalho feliz lá, fiz amigos, saímos juntos pra beber e os vejo como uma família. Sempre gostei de cafés e restaurantes/ hospitalidade e há 1 ano e meio sou bartender e barista de lá. Ando pensando em tirar a licença de barista pra me especializar! 

Dia de despedida de um dos nossos líderes, que foi transferido pra outra unidade por um tempo.

 

Aniversário de um cliente - que por acaso, virou um dos meus melhores amigos no Japão


Outro trabalho que eu tenho aqui, mas é esporádico, é com produção.
Quando eu morava no Brasil e vim visitar o Japão, encontrei um amigo que trabalha  numa emissora de TV daqui e ele me convidou pra ser produtora local de uma filmagem que ele faria no Brasil dali a 2 meses (contei sobre isso no primeiro post), aliás, foi assim que conheci meu ex namorado também, que é produtor de filmes. Por ter namorado essa pessoa, que eu até hoje faço assistência em produção de vez em quando. Quando ele vai filmar algo em que eu possa ajudá-lo, ele entra em contato comigo e eu vou ajudar com schedule, organização dos equipamentos, etc. 
Nesse caso, foi algo meio que aleatório, mas que dá um dinheirinho hehe 




     Durante as gravações



    Filmagem de comercial - foto por Fujii Sho


Nada contra, mas eu não queria trabalhar em fábrica, simplesmente porque eu não acho que eu me adaptaria nesse tipo de trabalho. Quando minha família morou no Japão, eles vieram com uma empresa que providencia visto, trabalho (geralmente em fábricas) e moradia. Vieram como dekasegis. Eu acho que é uma forma segura para quem quer se arriscar a mudar pra cá, mas que ao mesmo tempo não quer arriscar muito e quer ter a segurança de que chegando aqui, terá o suporte dessa empresa que resolve todos os trâmites. Pessoalmente eu acho que é possível sim trabalhar em outras áreas.

Meus dois amigos brothers que moram para os lados de Aichi, trabalham com produção e o outro numa escola/ rodovia/ youtuber (sim, o cara faz mil coisas haha, não sei como consegue tempo pra tudo). Uma amiga que mora em Gifu trabalha ou trabalhava em fábrica, mas pelo que eu sei, agora está estudando pra ser maquiadora profissional. Tenho amigos em Tokyo que trabalham como produtor, DJ, bartender, ator, cantor, todos são brasileiros descendentes de japoneses. 

Possuindo o visto para morar aqui, não acho que seja difícil conseguir um emprego. O que eu acho mais complicado é conseguir um emprego que tope ser seu sponsor para obtenção de visto, mas uma vez que se tem o visto, sinto que somos livres para conseguir qualquer tipo de emprego.
Não sei bem como é no caso de outras províncias, mas em Tokyo eu acho relativamente fácil achar emprego que não precise falar japonês.
Se bem que eu sou do tipo que acho que se você veio morar em outro País, é quase seu dever aprender a língua nativa. 


Espero que tenha sido de alguma valia essas informações sobre como eu consegui meu trabalho aqui! Para mim tem sido muito bom praticar português e contar sobre meu dia a dia! 


Todo dia aprendemos coisas novas
Olá!

Todo dia fico pensando: "o que eu vou postar hoje?"

É uma pergunta difícil de responder quando a gente fica mergulhado em trabalho... e ainda quer criar um conteúdo criativo e que façam as pessoas virem até seu site...

Eu sempre fico pensando... e nunca tenho ideias... mas daí pensei:  a gente sempre tem algo para aprender com alguém não é verdade?

Pensei que então posso escrever sobre algo que aprendi no dia e todos os dias terei novidades :) Pois todo dia a gente precisa aprender algo novo para não cair no tédio...




Dia 01
Aprendi que o Steve Jobs era um cara muito determinado e criativo! (assiste ao filme, tem na Netflix)
Ele se acostumou a pensar "fora da caixa" e a criar coisas para mudar a forma que as pessoas viam o mundo... Imagina você que enquanto todo mundo corria para criar um celular cheio de botões, ele resolveu tirar todos os botões do celular? Uma coisa doida né?! Mas daí surgiu o iPhone... E nem faz muito tempo! Foi em 2007 quando estava morando no Hawai'i e gastei todo meu primeiro pagamento na compra do meu iPod Classic na época em que tinha acabado de sair o primeiro iPhone... não tinha a série desbloqueada para usar com qualquer chip, mas meus roommates compraram e esperaram alguém criar o jail break para usar o aparelho no Brasil... alguém criou... eles desbloquearam e usaram lindo o celular pelo qual o mundo se apaixonou... Claro que no ano seguinte fiquei doida e também quis um...
Uso iPhone desde a segunda versão e amo!


No entanto estou aqui para falar em como Jobs não se encaixava no meio em que vivia e largou a faculdade para não desperdiçar o dinheiro de seus pais num "pedaço de papel" e ainda sim frequentou aulas "nada a ver" como o curso de caligrafia e tirou proveito disso anos depois com o design inovador...

Penso muito nisso pois ao contrário da maioria das pessoas que fazem USP, eu não quis ir trabalhar para uma grande empresa... resolvi estudar para concurso (a contra gosto do meu marido pois ele sempre disse que concurso não é meu perfil)... resolvi em busca da estabilidade que todos falam e do bom salário... mas não estudei o suficiente e não passei... aí engravidei e aí sim que não quis mais um emprego que toma todo meu tempo, escolhi ser mãe... ter tempo disponível para minha filhinha (que mudou tudo!)... E o que aconteceu?

Aconteceu que eu não aguento ficar o dia inteiro em casa de dona de casa e mãe... quero sair, falar com as pessoas, aprender coisas novas... e voltei a trabalhar na loja de roupas da minha família quando a Luiza tinha 3 meses, depois das principais vacinas... e foi bom pra mim e pra ela, pois a gente vê o tanto que ela gosta disso aqui...


O que eu percebi é que de certa maneira, eu não me encaixo nos padrões da sociedade... eu deveria estar trabalhando para uma grande empresa, ganhando muito, mas não... fiquei aqui, na loja da família e acabei criando um negócio do nada, o Blog da Moderna Designs Especiais e ganho razoavelmente bem... só que ainda estou em busca de algo grandioso como Jobs fez... claro que não ser extremamente inovadora como ele... mas queria viu!!!

Para terminar, vou colar aqui o discurso que Steve Jobs fez aos formandos de Stanford (2005):



É preciso encontrar o que você ama" 

"Estou honrado por estar aqui com vocês em sua formatura por uma das melhores universidades do mundo. Eu mesmo não concluí a faculdade. Para ser franco, jamais havia estado tão perto de uma formatura, até hoje. Pretendo lhes contar três histórias sobre a minha vida, agora. Só isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira é sobre ligar os pontos.


Eu larguei o Reed College depois de um semestre, mas continuei assistindo a algumas aulas por mais 18 meses, antes de desistir de vez. Por que eu desisti?

Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era jovem e não era casada; estava fazendo o doutorado, e decidiu que me ofereceria para adoção. Ela estava determinada a encontrar pais adotivos que tivessem educação superior, e por isso, quando nasci, as coisas estavam armadas de forma a que eu fosse adotado por um advogado e sua mulher. Mas eles terminaram por decidir que preferiam uma menina. Assim, meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam um telefonema em plena madrugada ¿"temos um menino inesperado aqui; vocês o querem?" Os dois responderam "claro que sim". Minha mãe biológica descobriu mais tarde que minha mãe adotiva não tinha diploma universitário e que meu pai nem mesmo tinha diploma de segundo grau. Por isso, se recusou a assinar o documento final de adoção durante alguns meses, e só mudou de idéia quando eles prometeram que eu faria um curso superior.

Assim, 17 anos mais tarde, foi o que fiz. Mas ingenuamente escolhi uma faculdade quase tão cara quanto Stanford, e por isso todas as economias dos meus pais, que não eram ricos, foram gastas para pagar meus estudos. Passados seis meses, eu não via valor em nada do que aprendia. Não sabia o que queria fazer da minha vida e não entendia como uma faculdade poderia me ajudar quanto a isso. E lá estava eu, gastando as economias de uma vida inteira. Por isso decidi desistir, confiando em que as coisas se ajeitariam. Admito que fiquei assustado, mas em retrospecto foi uma de minhas melhores decisões. Bastou largar o curso para que eu parasse de assistir às aulas chatas e só assistisse às que me interessavam.

Nem tudo era romântico. Eu não era aluno, e portanto não tinha quarto; dormia no chão dos quartos dos colegas; vendia garrafas vazias de refrigerante para conseguir dinheiro; e caminhava 11 quilômetros a cada noite de domingo porque um templo Hare Krishna oferecia uma refeição gratuita. Eu adorava minha vida, então. E boa parte daquilo em que tropecei seguindo minha curiosidade e intuição se provou valioso mais tarde. Vou oferecer um exemplo.

Na época, o Reed College talvez tivesse o melhor curso de caligrafia do país. Todos os cartazes e etiquetas do campus eram escritos em letra belíssima. Porque eu não tinha de assistir às aulas normais, decidi aprender caligrafia. Aprendi sobre tipos com e sem serifa, sobre as variações no espaço entre diferentes combinação de letras, sobre as características que definem a qualidade de uma tipografia. Era belo, histórico e sutilmente artístico de uma maneira inacessível à ciência. Fiquei fascinado.

Mas não havia nem esperança de aplicar aquilo em minha vida. No entanto, dez anos mais tarde, quando estávamos projetando o primeiro Macintosh, me lembrei de tudo aquilo. E o projeto do Mac incluía esse aprendizado. Foi o primeiro computador com uma bela tipografia. Sem aquele curso, o Mac não teria múltiplas fontes. E, porque o Windows era só uma cópia do Mac, talvez nenhum computador viesse a oferecê-las, sem aquele curso. É claro que conectar os pontos era impossível, na minha era de faculdade. Mas em retrospecto, dez anos mais tarde, tudo ficava bem claro.

Repito: os pontos só se conectam em retrospecto. Por isso, é preciso confiar em que estarão conectados, no futuro. É preciso confiar em algo - seu instinto, o destino, o karma. Não importa. Essa abordagem jamais me decepcionou, e mudou minha vida.

A segunda história é sobre amor e perda.
Tive sorte. Descobri o que amava bem cedo na vida. Woz e eu criamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhávamos muito, e em dez anos a empresa tinha crescido de duas pessoas e uma garagem a quatro mil pessoas e US$ 2 bilhões. Havíamos lançado nossa melhor criação - o Macintosh - um ano antes, e eu mal completara 30 anos.

Foi então que terminei despedido. Como alguém pode ser despedido da empresa que criou? Bem, à medida que a empresa crescia contratamos alguém supostamente muito talentoso para dirigir a Apple comigo, e por um ano as coisas foram bem. Mas nossas visões sobre o futuro começaram a divergir, e terminamos rompendo - mas o conselho ficou com ele. Por isso, aos 30 anos, eu estava desempregado. E de modo muito público. O foco de minha vida adulta havia desaparecido, e a dor foi devastadora.

Por alguns meses, eu não sabia o que fazer. Sentia que havia desapontado a geração anterior de empresários, derrubado o bastão que havia recebido. Desculpei-me diante de pessoas como David Packard e Rob Noyce. Meu fracasso foi muito divulgado, e pensei em sair do Vale do Silício. Mas logo percebi que eu amava o que fazia. O que acontecera na Apple não mudou esse amor. Apesar da rejeição, o amor permanecia, e por isso decidi recomeçar.

Não percebi, na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. O peso do sucesso foi substituído pela leveza do recomeço. Isso me libertou para um dos mais criativos períodos de minha vida.

Nos cinco anos seguintes, criei duas empresas, a NeXT e a Pixar, e me apaixonei por uma pessoa maravilhosa, que veio a ser minha mulher. A Pixar criou o primeiro filme animado por computador, Toy Story , e é hoje o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. E, estranhamente, a Apple comprou a NeXT, eu voltei à empresa e a tecnologia desenvolvida na NeXT é o cerne do atual renascimento da Apple. E eu e Laurene temos uma família maravilhosa.

Estou certo de que nada disso teria acontecido sem a demissão. O sabor do remédio era amargo, mas creio que o paciente precisava dele. Quando a vida jogar pedras, não se deixem abalar. Estou certo de que meu amor pelo que fazia é que me manteve ativo. É preciso encontrar aquilo que vocês amam - e isso se aplica ao trabalho tanto quanto à vida afetiva. Seu trabalho terá parte importante em sua vida, e a única maneira de sentir satisfação completa é amar o que vocês fazem. Caso ainda não tenham encontrado, continuem procurando. Não se acomodem. Como é comum nos assuntos do coração, quando encontrarem, vocês saberão. Tudo vai melhorar, com o tempo. Continuem procurando. Não se acomodem.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma citação que dizia algo como "se você viver cada dia como se fosse o último, um dia terá razão". Isso me impressionou, e nos 33 anos transcorridos sempre me olho no espelho pela manhã e pergunto, se hoje fosse o último dia de minha vida, eu desejaria mesmo estar fazendo o que faço? E se a resposta for "não" por muitos dias consecutivos, é preciso mudar alguma coisa.

Lembrar de que em breve estarei morto é a melhor ferramenta que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo do fracasso - desaparece diante da morte, que só deixa aquilo que é importante. Lembrar de que você vai morrer é a melhor maneira que conheço de evitar armadilha de temer por aquilo que temos a perder. Não há motivo para não fazer o que dita o coração.

Cerca de um ano atrás, um exame revelou que eu tinha câncer. Uma ressonância às 7h30min mostrou claramente um tumor no meu pâncreas - e eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que era uma forma de câncer quase certamente incurável, e que minha expectativa de vida era de três a seis meses. O médico me aconselhou a ir para casa e organizar meus negócios, o que é jargão médico para "prepare-se, você vai morrer".

Significa tentar dizer aos seus filhos em alguns meses tudo que você imaginava que teria anos para lhes ensinar. Significa garantir que tudo esteja organizado para que sua família sofra o mínimo possível. Significa se despedir.

Eu passei o dia todo vivendo com aquele diagnóstico. Na mesma noite, uma biópsia permitiu a retirada de algumas células do tumor. Eu estava anestesiado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células ao microscópio começaram a chorar, porque se tratava de uma forma muito rara de câncer pancreático, tratável por cirurgia. Fiz a cirurgia, e agora estou bem.

Nunca havia chegado tão perto da morte, e espero que mais algumas décadas passem sem que a situação se repita. Tendo vivido a situação, posso lhes dizer o que direi com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito útil mas puramente intelectual.
Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que desejam ir para o céu prefeririam não morrer para fazê-lo. Mas a morte é o destino comum a todos. Ninguém conseguiu escapar a ela. E é certo que seja assim, porque a morte talvez seja a maior invenção da vida. É o agente de mudanças da vida. Remove o velho e abre caminho para o novo. Hoje, vocês são o novo, mas com o tempo envelhecerão e serão removidos. Não quero ser dramático, mas é uma verdade.

O tempo de que vocês dispõem é limitado, e por isso não deveriam desperdiçá-lo vivendo a vida de outra pessoa. Não se deixem aprisionar por dogmas - isso significa viver sob os ditames do pensamento alheio. Não permitam que o ruído das outras vozes supere o sussurro de sua voz interior. E, acima de tudo, tenham a coragem de seguir seu coração e suas intuições, porque eles de alguma maneira já sabem o que vocês realmente desejam se tornar. Tudo mais é secundário.

Quando eu era jovem, havia uma publicação maravilhosa chamada The Whole Earth Catalog , uma das bíblias de minha geração. Foi criada por um sujeito chamado Stewart Brand, não longe daqui, em Menlo Park, e ele deu vida ao livro com um toque de poesia. Era o final dos anos 60, antes dos computadores pessoais e da editoração eletrônica, e por isso a produção era toda feita com máquinas de escrever, Polaroids e tesouras. Era como um Google em papel, 35 anos antes do Google - um projeto idealista e repleto de ferramentas e idéias magníficas.

Stewart e sua equipe publicaram diversas edições do The Whole Earth Catalog , e quando a idéia havia esgotado suas possibilidades, lançaram uma edição final. Estávamos na metade dos anos 70, e eu tinha a idade de vocês. Na quarta capa da edição final, havia uma foto de uma estrada rural em uma manhã, o tipo de estrada em que alguém gostaria de pegar carona. Abaixo da foto, estava escrito "Permaneçam famintos. Permaneçam tolos". Era a mensagem de despedida deles. Permaneçam famintos. Permaneçam tolos. Foi o que eu sempre desejei para mim mesmo. E é o que desejo a vocês em sua formatura e em seu novo começo.

Mantenham-se famintos. Mantenham-se tolos. 

Muito obrigado a todos."

Alimentação saudável.
Dieta Fitness....

Porque devemos comer batata doce??


Por ser um alimento que contém carboidratos, mas um baixo teor de calorias, esse tubérculo é muito indicada nesses dois termos, seja para o perder peso somente,ou seja para emagrecer e ganhar massa muscular magra trocando assim a massa gorda pela magra, já que a absorção dos carboidratos são mais lentos no nosso organismo.

A cada 100 gramas contém 90kcal e extraímos dela : Vitamina A, Vitamina C, Cálcio, Potássio, Fibras e Carboidratos e  por ter um alto teor de Fibras e Proteínas, dá uma saciedade mais prolongada, fazendo que demore mais para sentir fome novamente.

Por ser menos calórico que os outros alimentos e pelo Carboidrato ser mais rígido, digamos assim, a liberação de insulina, para transformar o carboidrato em açúcar, é mais lento, ou seja, vai liberando aos poucos, de acordo com sua necessidade no gasto de energia.
Como não resistimos a um docinho, devemos comer sempre após alguma refeição mais pesada para a sacarose se misturar aos outros alimentos e não termos picos de insulina no sangue, sendo assim, demorando mais para ser absorvida.
Não podemos esquecer que devemos combinar uma proteína animal a dieta com a batata doce para intensificar os efeitos.

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Segue uma receita fitness...
Ingredientes: 
3 batatas doces médias
300g de frango cozido e desfiado
200 ml de leite 
1 cebola
1 colher de sopa de salsinha picada

2 tomate médio
1 pitada de pimenta do reino (ou outra de sua preferência)
1 pitada de tempero de sal e alho
150g de queijo parmessão ralado


Modo de preparo:
 Descasque as batatas doces e corte em pequenos pedaços (para cozinhar mais rápido) e coloque para cozinhar. Enquanto a batata doce está cozinhando, prepare o recheio. Corte em pedacinhos pequenos a cebola, o tomate. Em uma outra panela, acrescente um pouco de azeite e jogue a cebola para refogar com a pimenta calabresa e o tempero de sal e alho. Após isso, jogue o frango desfiado e o extrato de tomate e misture por algum tempo (até ficar parecendo aquele recheio de lasanha). Quando as batatas estiverem cozidas, amasse-as no espremedor de batatas. Para fazer o purê, jogue um pouco de azeite na panela, as batatas amassadas e acrescente o leite e misture bem.
Agora vem a montagem. Em um refratário(ou qualquer lugar que você queira colocar) coloque uma camada mais bem servida do purê e espalhe até ficar homogênea. Depois coloque o recheio de frango e passe mais uma camada de purê em cima. Por fim jogue o queijo ralado (e um pouco de óregano se gostar) e leve ao forno por 10 minutos.
E depois já esta pronto para servir.

Bom apetite!!

Depois me falem o que vocês acharam e mandem fotos de como ficou e se vocês gostaram...Tentarei postar mais comidas fitness aqui..

Beijinhos!!
Usando o aplicativo pela primeira vez!
Oieee Pessoal,

Hoje eu vou falar sobre o aplicativo da Freeletics, ele mudou muito desde que eu comecei a usar. Quando eu baixei o app pra usar ele não fazia treinos variados, quem me ajudou e me auxiliou muito foi meu amigo. Rsrs
Sofri tanto nesse começo que acabei desistindo porque eu não estava tão focada ainda, sabe quando suas gordurinhas te incomodam?!mas, não ao ponto de querer morrer de tanto fazer exercicios!

Desde que eu voltei do meu intercambio estou nessa pegada fitness, onde eu estou controlando minha alimentação e me exercitando todos os dias, não perdi nada em peso, mas meu corpo está mudando e minhas gordurinhas estão secando cada vez mais, até que comecei a influênciar minhas irmãs que estao querendo perder uns kilinhos.

Fiz elas baixarem o app e começarem no ritmo delas, porque quando me acompanharam elas ficaram mais de uma semana doloridas e não conseguiam andar direito por conta da fadiga muscular. Quando elas começaram eu vi que houveram muitas mudanças no app, uma delas é que ela te da um treino bem mais tranquilo e mais fácil para iniciar essa sua nova jornada!

No App é separado em partes WORKOUTS, EXERCISES e RUNNING eu nunca usei o running, mas os workouts são separados por grau de dificuldade e duração  focado no que você deseja, ganhando resistência, padrão e força, dependendo do que você escolhe muda um pouco o tipo de exercicio para aquele treino.

O App ele também cronometro o seu tempo e o seu desempenho de acordo com o que você descreve e toda vez que você fizer o mesmo treino você pode medir o seu progresso.
O seu corpo vai se acostumando com os exercicios, então precisa ir forçando cada vez mais e aumentando a quantidade de séries para intensificar os efeito para o seu corpo se acostumar com a mudança ele demora 21 dias para reconhecer e ver isso como uma rotina.

Os exercícios avulsos te ensinsam a aperfeiçoar os movimentos e melhorar seu desempenho para que você consiga obter um rendimento de 100% em cada workout.
Agora  você não terá desculpas para nao treinar, no pain no gain....rsrsrs

Não deixem de se alimentar direito pois os treinos são pesados e exigem demais da sua força de vontade e de uma alimentação adequada, o que melhor funcionou pra mim foi comer batata doce com uma protéina, quando eu não me alimento direito acabava passando mal ou ficava com tontura  com uma sensação horrivel de que eu iria desmaiar, então se alimentem direito!


fibra regime
Bom inicio de treino para todas e quem quiser me seguir no App para ver o meu progresso e o meu dia a dia é me adicionar karini kato

Beijinhos até a próxima!!



COMO CONSEGUI MEU VISTO / ESCOLA JAPONESA
Heeey konnichiwa!!!
        Como disse no post anterior, resolvi vir para o Japão com um amigo que estava escrevendo um livro. Na ocasião, vim com visto de turista e resolvi arriscar. 
Me desfiz de todas as minhas coisas no Brasil e vim de mudança pra Tokyo, mesmo não tendo certeza se conseguiria tirar meu visto de residência. 
Sei que existem alguns caminhos diferentes para conseguir o visto, um deles é vindo como dekasegi (para descendentes de japoneses), mas não vou entrar em detalhes porque eu não tenho muito conhecimento para falar com propriedade sobre o assunto. No meu caso, eu vim como turista e fiz o pedido na imigração para obter o visto de longa residência. 
Para conseguir o visto, eu precisei preencher um formulário, apresentar cópia de todos meus documentos (passaporte, RG, titulo de eleitor, comprovante de voto nas ultimas eleições, antecedentes criminais da policia civil E federal), koseki tohon (árvore genealógica, para comprovar sua descendência japonesa) e um hoshonin (sponsor/ garantidor). O hoshonin deve preencher uma carta de responsabilidade, em que ele assina e diz que se responsabiliza pela pessoa financeiramente. No meu cado, o hoshonin foi um parente distante, japonês, residente em Tokyo. 
Pois bem, dei entrada no pedido de visto e não tinha o que fazer, a não ser esperar a imigração me responder. Nesse período, por eu estar com o visto de turista, não podia trabalhar, então usei esses 3 meses para fazer as pesquisas com o meu amigo escritor, viajar um pouco, conhecer melhor o namorado japonês e a família dele e estudar japonês. 
Escolhi uma escola de língua japonesa para estrangeiros (existem MUITAS por aqui), sem muito critério na verdade. A produtora do meu namorado na época me recomendou e o preço era relativamente ok, se comparado com as outras escolas que eu havia pesquisado.
Foram 2 meses de curso, me custou algo em torno de 1400 dólares, incluso material. Fazia aula na parte da tarde toda, os professores ensinavam gramática, escrita, kanji e a conversar de forma fluida.
A escola escolhida foi a Kudan Japanese School, localizada perto da Tokyo Dome. Confesso que me doeu o bolso pagar esse dinheiro todo, ainda mais que eu estava sem trabalhar e não tinha certeza alguma se conseguiria o visto. Mas foi o dinheiro mais bem investido na minha vida até hoje.
Para entrar, fiz uma “prova”, para eles avaliarem o meu nível de conhecimento em japonês e analisarem a partir de qual nível eu estaria apta a ingressar. Uma vez decidido, era hora de começar as aulas. Todos os professores sabem falar inglês, mas as aulas são absolutamente todas em japonês, e explicam de forma que mesmo que você não entenda a língua, você os compreende e o japonês é absorvido. Fiz muitas amizades com os alunos, que vinham de todos os cantos do mundo. Na minha turma havia pessoas de Taiwan, Filipinas, China, Itália, Inglaterra, India, Vietnã, Alemanha. Encontrei somente uma brasileira, mas ela estava em outra turma. 

































Workshop de doces japoneses de Kyoto que tivemos junto a uns estudantes do ensino médio, para interação japonês/ inglês





Foram dois meses imersa naquele universo, todo dia ia pra escola e voltava pra casa somente a noite. Tínhamos não somente aulas convencionais, mas também workshops de kimono, culinária japonesa, intercâmbio com alunos japoneses colegiais pra cozinharmos juntos, encontros pra praticar o japonês e fazer amizades. Muitos desses alunos não estão mais no Japão, só estavam aqui por um curto periodo de tempo, e outros se fixaram aqui, casaram com japoneses e estão até com filhos! 
Parei a escola em agosto, mês em que meu visto de turista venceria. Uma semana depois do meu visto vencido, recebi a carta da imigração avisando que meu pedido de visto havia sido aprovado, para eu ir retirar meu zairyu card (cartão de residência - acho que é como se fosse o RG no Brasil). Só paguei a taxa na imigração depois que recebi essa carta, que é o valor do visto de longa permanência. 

















Minha sala de aula no dia da conclusão do curso.



CONCLUSÕES
Tenho certeza de que existem meios mais seguros para se conseguir o visto, no meu caso, eu vim meio de aventureira e tentei a sorte. Felizmente, já vi outros casos de amigos que fizeram o mesmo, mas também já vi casos em que o visto não foi conseguido. Em todo caso, uma coisa que eu tive a impressão é que quando eu estava no Brasil, as informações sobre as mais diversas maneiras de se conseguir o visto não eram tão acessíveis quanto foram aqui (ou eu que não pesquisei direito - probabilidade alta).
11 anos atrás, meus pais e minha irmã vieram morar no Japão como dekasegis, e eu, naquela época, achava que era o único meio de obtenção de visto rápido. Hoje,morando aqui, vejo muitas outras formas de morar aqui (e que não seja casando com um japonês, como se falava antigamente, o meio mais rápido de conseguir o visto).
Sobre a escola, acho que foi o melhor investimento que fiz. Claro que em 2 meses eu não saí de lá fluente, e o resultado também varia de aluno para aluno, mas com certeza, a escola me deu a base necessária para que eu estivesse apta q sobreviver em Tokyo e a conseguir um emprego. 

Espero que essas informações tenham sido de alguma valia para quem pensa em se mudar para o Japão! 

@blogdamoderna